Eufaula , uma pequena cidade no interior do Alabama, uma população de um pouco mais de 13 mil habitantes. Como em todas as cidades pequenas as fofocas sobre todos correm soltas em Eufaula, existe um rol de mal- falados na cidade que vivem sobre intrigas dos vizinhos que desaprovam cada atitude destes. Em um lugar onde todos se conhecem não se é permitido cometer grandes deslizes, afinal ninguém gosta de estar na boca do povo, correto?
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Mensagem por Audrey Clark em Qui Ago 08, 2013 9:37 pm



Dados da RP

Particpantes: Audrey Clark, Oliver Fitzpatrick
Clima: Céu aberto, em torno de 14°
Dia 14 de feveireiro de 2013, tarde da noite
Ér, PVT galera.



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14 de fevereiro | Oliver | Casa
Wearing #guenta coração #fingerscrossed


Tudo bem, ela sabia que talvez sair dali correndo como o diabo fugia da cruz não tivesse sido a melhor ideia que ela poderia ter no momento, mas deu-se o benefício da dúvida, até porque ela estava começando a sentir as represálias de um eminente ataque de asma apenas por ter passado aqueles minutos conversando com o russo. Escutar sua voz, seu sotaque, sentir seus braços sob suas mãos... Audrey controlou-se o máximo que podia, sentindo outra mão segurar a sua sutil, mas firmemente. Escutou-o pedir que esperasse, virando-a, como se estivessem em um filme. Ela sentiu seu corpo quase desmantelar-se no chão, não soube como conseguiu manter o equilíbrio, até porque estava com saltos muito altos. Desviou seu olhar quando ele perguntara-a se ela tinha que ir mesmo, mordendo os lábios, tentando achar uma desculpa boa.

Céus, por que ela ainda tentava? – Huh, sim, tenho um teste enorme na segunda, sabe? Preciso estudar. Não era nem para estar aqui. – deu de ombros, ciente de que aquela era a desculpa mais esfarrapada que ela já tinha dado. Audrey deveria aprender a mentir, ou parar de entrar em situações que a fizessem fazê-lo. A ruiva corou quando ele insistiu, querendo se esconder dele, de tão envergonhada que estava. Negou com a cabeça, murmurando – Não precisa, sério, eu posso pegar um táxi, não quero incomodar... – sorriu, um pouco tímida, mas ele não a escutou e a puxou para fora do bar, mal teve tempo de pegar sua jaqueta.

Ela realmente queria saber o porquê das amigas terem a abandonado. Reprimiu um muxoxo. Oh, ela bem sabia... As razões tinham nome, sobrenome, e uma bela posição no rol de mal falados de Eufaula, além é claro, de pertencerem à melhor banda de punk rock da cidade. Aquela noite estava ficando cada vez mais maluca.

Se encolheu na jaqueta ao sentir a brisa gelada da noite e andou lado a lado com Oliver até ele abrir a porta de um carro negro, comentando algo sobre Georgina, e Audrey tentou não ficar muito confusa com o comentário dele. O que Georgie estaria fazendo naquele momento? Todas sabiam que ela gostava de Mike, mas... Audrey nunca pensara que a amiga acabaria fazendo algo assim, sem pensar. Sorriu, educada para o russo e deu de ombros. – É com isso que eu estou contando – murmurou, entrando no carro e agradecendo a ele pela ajuda para que ela não acabasse batendo a cabeça. Não reconheceu a marca, até porque Audrey não se importava muito com aquele tipo de coisa – não tinha dinheiro nem para pagar roupas decentes, quanto mais um carro como aquele. Não demorou muito para que ele entrasse no carro e – tentasse ligá-lo. Audrey reprimiu uma risada divertida observando a careta que ele formara, falando algo que parecia não ser um elogio em uma língua que Audrey não entendia. Mordeu o lábio, tentando evitar que sua risada deixasse-o mais nervoso, mas não conseguiu contê-la quando ele falou mal de Michael, sorrindo abertamente para o russo. – Não tem problema, sério. – mordeu seu lábio inferior, não conseguindo apagar o sorriso do rosto ao vê-lo daquela forma tão... Descontraída? Parecia que era a primeira vez na noite que ele não parecia o machão de sempre, e Audrey gostou daquilo. Foi então que escutou algo que fez com que ela parasse de sorrir no mesmo instante e tivesse vontade de sair do carro.

“Se você quiser, podemos ir para a minha casa”, negou com a cabeça, olhando aflita para fora. Não que ela tivesse medo dele, mas se ela já estava se controlando bastante para não ter um ataque ali no carro, o que ela faria se estivesse na casa dele? Huh, não iria estudar... Revirou os olhos pelos seus pensamentos idiotas, especialmente se penalizando quando ele retirara, ou ao menos tentara retirar, quaisquer pensamentos que Audrey pudesse ter.

Ela realmente não sabia se ficava feliz ou triste com o que ele falara, então apenas deu de ombros. – Eu acho que seria melhor voltarmos para o bar, até porque... Eu não sei. – olhou para longe dos olhos do russo, cerrando os punhos e sem querer amassando a saia do vestido. Corou, com sua própria idiotice. – As meninas devem estar me esperando... – murmurou, ciente de que deveria estar parecendo uma criança. Assentiu com a cabeça, abrindo a porta do carro e saindo dele rapidamente, antes mesmo que Oliver conseguisse respondê-la, e pôs-se a andar de volta para o bar. Não andou muito mais do que alguns metros e foi se meter bem no meio dos bêbados e tarados para conseguir chegar novamente ao camarim, mas era meio difícil sem Rebecca para abrir caminho para ela.

Quando enfim chegou lá qual não foi a sua surpresa ao perceber que as amigas não estavam mais lá? Nem sequer uma delas. Audrey soltou um suspiro, tentando encontrar seu celular na bolsa, mas ela havia sido perdida no meio do rebuliço que ela estivera ainda há pouco. Fechou os olhos, implorando a Deus que aquilo não passasse de um sonho, ou melhor, um pesadelo. Tentou se controlar o máximo para não choramingar ali mesmo e não ter uma crise, até porque sua bombinha estava na bolsa. Ah, sua mãe adoraria saber que a filha perdera o celular justamente no Big Daddy’s.

Olhou em volta, buscando algum rosto amigo, mas tudo o que encontrou foi Oliver, que a estava olhando com uma expressão que basicamente a perguntava o que estava acontecendo. – Elas... Elas foram embora. – deu de ombros, tentando parecer forte na frente dele, mas estava ficando cada vez mais difícil. Negou com a cabeça, voltando seu olhar para ele e cruzando os braços, não em uma forma defensiva ou autoritária, mas frágil, como só Audrey conseguia fazer. – Acho que vou precisar daquele favor agora. – deu um sorriso de canto, ciente de que ele provavelmente a mandaria pro inferno por ter sido tão estúpida, mas ele apenas assentiu e abriu espaço para a ruiva passar.

Se sentia um lixo enquanto caminhava ao lado de Oliver, que despediu-se do dono do bar e a trouxe para perto, de modo que ela conseguisse andar sem ser interrompida. Olhou para o chão durante o tempo todo. Bom, não o tempo todo, mas a maior parte dele, já que demoraram alguns minutos para chegar até a casa dele. Quando ele parou, no entanto, a ruiva teve uma bela visão da parte de trás do físico do russo, nada que a deixasse muito vermelha. Ele provavelmente não iria reparar, até porque... Desde que eles se falaram pela primeira vez Audrey parecia ter aquela coloração normalmente.

Suspirou, esperando-o destrancar a porta de casa e olhou para a lua, interessando-se nela e se encostando na parede ao lado da porta. Piscou algumas vezes, os olhos enchendo-se de lágrimas, que logo foram enxugadas. Ela realmente não sabia o motivo daquela crise. Talvez fosse o sentimento de ser abandonada pelas amigas. Aquilo nunca ocorrera naqueles muitos anos de amizade. Se sentia sozinha, mas não podia reclamar da companhia, seu subconsciente chamou a sua atenção, praticamente a estapeando para que ela virasse a cabeça e reparasse na ostentação russa que estava a chamando exatamente para dentro da sua casa naquele exato instante. – Obrigada. – sorriu, sincera, e passou pela porta, encontrando um ambiente organizado e relativamente limpo para um homem que morava, pelo que ela sabia ao perceber a falta de outras coisas que não parecessem pertencentes a ele, sozinho. – Hmm, bela casa, a propósito. – comentou, tirando a jaqueta assim que entrou no ambiente mais ameno e prendeu o cabelo em um coque mal feito. Audrey nunca fora uma das melhores cabeleireiras entre as amigas, principalmente quando o assunto era penteado.

Até chegou a pensar em ligar para as amigas, mas elas deveriam estar ocupadas, e ligar para o padrasto e pra mãe estava totalmente fora de questão, até porque ela não queria que ela soubesse onde a filha passara a noite. Respirou fundo, prevendo que a noite seria longa. Não esperou o convite dele, procurando algum lugar para poder se acomodar e sorriu levemente ao encontrar o lugar quase tão rápido quanto o pensamento passara pela sua cabeça. Sentou-se no sofá da sala, tirando os sapatos com cuidado, sentindo o alívio imediato. Algo tão bom que ela foi capaz de esquecer-se do nervosismo por alguns segundos, deixando a expressão de prazer trespassar pelo seu rosto, os olhos fechados e a boca miudamente aberta em um pequeno O.


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Re: You're Everything a Big Bad Wolf would want.

Mensagem por Oliver Fitzpatrick em Seg Set 30, 2013 7:06 pm



keep my sheep suit on

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Oliver observou Audrey tirar a jaqueta e fazer um nó com os cabelos com cautela, não queria se passar como o cara estranho que ficava a encarando toda hora, era meio difícil ele fazer isso, mas ok, ele tentaria. Tirou sua jaqueta e pendurou no canto atrás da porta, assim como a da ruivinha, quando se virou, viu que Audrey estava sentada em seu sofá, tirando os sapatos e massageando os pés, obviamente aliviada por finalmente sair daquele andaime que as mulheres chamavam de salto, ele não entendia porque diabos essa mulherada se matava tanto para andar nesse troço, mas sabia que mulheres eram tão complexas quanto uma equação, e Oliver odiava matemática, mas felizmente amava mulheres.

Ficou por alguns segundos parado, pensando no que ele faria a seguir, se falava algo, fazia ou deixava de fazer. Limpou a garganta e tentou ignorar as pernas cruzadas de Audrey, bem na sua frente. – Bem, você quer alguma coisa para beber? – Caminhou até a cozinha ele tinha uma cozinha no estilo americana, então ele ainda conseguia ter uma visão de Audrey que ainda estava no sofá, assustada. – Eu tenho suco, posso fazer café se você quiser e também tem a velha e boa H2O.Também tenho Whisky, mas acho melhor não comentar. Olhou para Audrey, que ainda mantinha a sua expressão de terror no rosto, franziu a testa e pegou um copo de água, oferecendo para a ruiva. Era engraçado, ele nunca tinha visto uma pessoa assim como ela, tão envergonhada, delicada e ingênua como ela, chegava a ser doce, se não estivesse o irritando tanto.

Não, ele não estava irritado com ela, quer dizer, ele estava. É difícil de explicar, ele estava irritado com essa situação, com todo esse medo que ela estava, droga, ele não era um molestador ou psicopata, as pessoas não deviam levar tanto a sério as fofocas desse lugar. Oliver não sabia se era isso ou algum outro motivo para tanta apreensão, e ele não queria que ela ficasse assim, tão assustada, quando a sua intenção era fazer com que ela se sentisse o mais a vontade possível, entenda como quiser.

- Olha, eu não sei se eu estou te assustando ou que. Mas, está tudo bem... Só relaxe, ok? – Não falou maliciosamente, nem nada do tipo, ele só estava... Cuidando dela, primeiramente ela precisava estar calma. Seu interior riu, debochado de sua atitude, ele deveria falar logo o que ele queria e perguntar se a resposta era sim ou não, mas ... Não era o certo, e Oliver – acredite se quiser – tinha sua ética, por mais tortuosa que fosse, ele não achava justo assustar mais ainda a ruivinha, então, resolveu primeiramente, ganhar sua confiança.

Era como um lobo na pele de um cordeiro.

Oliver tentou ignorar que o que ele pretendia era feio, mas que se dane, ele queria conquista-la, e poderia demorar, mas Oliver tinha todo o tempo do mundo para conseguir essa ruivinha para si, apesar de que ele meio que tinha uma suspeita, afinal, toda vez que eles se viam ela ficava vermelha, ou era isso, ou ela tinha algum problema de pigmentação. Resolveu optar pela primeira opção.

- Bem, eu acho que você deve estar cansada, eu também estou, sabe, esses shows cansam. Podem até dizer que ficar sentado tocando bateria é fácil, vai por mim, cansa mais do que o Paul pulando pelo palco como um gorila. [/b
]– Disse se levantando, num tom natural, até podia sentir seu sotaque russo fluir mais forte, como se ele não estivesse apreensivo com a garota ali na sua frente, que poderia sair gritando a qualquer momento. Percebeu que Audrey ficou um pouco mais calma, pode perceber pela forma como seus ombros desceram, subitamente. Viu que ela se levantou e ele deu um sorriso de canto para a mesma. – Um minuto e eu já volto.

Entrou em seu quarto e pensou por uns instantes, olhou para sua cama, pensou, pensou... Xingou um pouco a si mesmo por pensamento, pensou mais um pouco, bateu a cabeça na parede e finalmente saiu do quarto, fazendo com que Audrey desse um pulo e olhasse para ele, estava olhando sua coleção de vinis, desfez a carranca e piscou para a ruiva. – Tem alguma banda que gosta aí?

Jogou a toalha no ombro e franziu a testa. – Hey, pode ficar com o quarto, eu fico com o sofá essa noite. – Mas apenas dessa vez. Caminhou até o banheiro e fechou a porta, entrou debaixo do chuveiro e tomou um banho, gelado, apenas para prevenir. Não demorou muito, saiu e caminhou pela sala, encontrando Audrey na porta do quarto. Oliver parou e colocou a camisa no ombro, sentindo alguns pingos de água fria caírem em seu ombro, ignorou e se focou na ruiva a sua frente. – O que foi? – Perguntou, quando viu que ela não respondia, deu um sorriso torto. – Precisa de ajuda com alguma coisa? – Coçou a cabeça quando a ruivinha falou, soltou o ar calmamente, entrando no quarto e abrindo o seu guarda roupa.

Estendeu uma camisa branca estampada para a ruiva, esperando ela chegar perto para pegar, pensando se teria o prazer de vê-la vestida com sua roupa. Pode ouvir uma voz obscura sussurrar em sua cabeça. Tentou mandar os pensamentos para longe, sem muito sucesso.

Huh, Oliver, parece que você perdeu o jeito... E agora está parecendo um dos mocinhos agora, tsc tsc.



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Re: You're Everything a Big Bad Wolf would want.

Mensagem por Audrey Clark em Sex Out 11, 2013 9:00 pm


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Ela realmente não queria incomodar Oliver. Sentia-se mal por estar sendo uma companhia tão ruim, mas não conseguia evitar. Senhor, ela nunca estivera sozinha com um homem – ainda mais um homem como ele – antes! Não podia conter a timidez e o nervosismo, por mais que tentasse. Portanto, quando ele pediu que ela relaxasse, Audrey fez o máximo que pôde. Respirou fundo e tentou não encará-lo nos olhos, ou voltaria a exibir uma careta de vergonha imediatamente. Ela detestava ser assim. Um dos exemplos e efeitos colaterais de sua timidez estava se mostrando naquele momento. Doía muito não ser uma garota de atitude como Abby ou Rebecca, as duas provavelmente estavam muito melhor do que ela, e se Oliver estivesse com qualquer uma das duas provavelmente não teria que ficar bancando a babá.

Audrey respirou fundo mais uma vez, levantando-se e ficando vermelha instantaneamente. – Ah, você não é o problema. Não leve a mau... Eu só não estou acostumada a falar com estranhos. Não que você seja um estranho ou algo assim, mas acho que já deu pra perceber que não tenho muita experiência com muita coisa. – deu de ombros, falando rapidamente antes que se arrependesse. O que aconteceu logo depois de fechar a boca. Ela devia ser proibida de falar. Fechou os olhos com força, massageando a nuca com uma das mãos, tentando manter-se ocupada sem que o clima estranho se instalasse.

Felizmente Oliver reatou o papo, deixando aquele constrangedor silêncio para trás. Audrey sorriu levemente, seguindo-o com o olhar. – Tudo bem. – deixou a voz desvanecer enquanto observava o moreno sair por uma porta, prestando atenção em todos os movimentos dele. Ela podia até ter mais pudores do que provavelmente metade da população feminina de Eufaula, mas não se conteve ao prender a respiração, admirando aquele homem. Quem não o faria no lugar dela? Audrey podia ser do jeito que era mas ela gostava da companhia dele e não era cega: Oliver era um dos homens mais bonitos que ela já vira, se não fosse o mais bonito; e, contradizendo tudo o que diziam sobre ele, era simpático e bem-humorado. A ruiva sorriu inconscientemente, um pouco mais calma e mais à vontade.

Andou pela sala, sem saber o que fazer e obrigou-se a parar de frente à coleção de vinis do moreno. Não sabia que eles ainda existiam, mas o fato de Oliver tê-los fez com que seu sorriso se alargasse. Pegou um ao acaso, alisando a capa e sentindo a textura com os dedos, até que escutou a voz do russo e com o susto acabou deixando o vinil cair, sem querer. Ficou vermelha novamente, abaixando-se para pegar o disco. – Hmm, eu gosto dessa banda. – sorriu, arrumando novamente o vinil em seu lugar de direito e se virando para ele, só depois percebeu a toalha no seu ombro e desviou o olhar quando ele piscou para ela. Morder os lábios foi inevitável. – Ah, não. Eu não posso, Oliver. A casa é sua. Não posso fazer isso. Não posso tirar o seu conforto... – queixou-se, aproximando-se dele, mas ele não a escutou e caminhou para o banheiro. Audrey bufou, revirando os olhos. Por que todos pensavam que ela era uma bonequinha de porcelana? Oliver nem a conhecia direito e já estava tratando ela como a um bibelô. Notou que estava chamando-o muito de Oliver e gostou de como o nome dele soava, como fazia ela se sentir.

Sentou-se na porta do quarto, esperando pelo moreno sair do banheiro. Ela conseguia escutar o barulho da água mesmo estando na sala. Algo dentro de si revolveu-se, pensando sobre como seria se ela estivesse junto a ele, mas se repreendeu logo no instante seguinte. Não. Audrey não pensara naquilo. Ela se negava a ter pensado algo como aquilo. Quando Oliver saiu, com as gotas ainda pingando do cabelo e viajando tranquilamente pelos ombros e peito, Audrey perdeu a fala por alguns segundos. Chegou a abrir a boca algumas vezes antes de tomar coragem e desembuchar. – Eu não vou deixar você abrir mão de dormir no conforto do seu quarto pra dormir no sofá. É injusto com você, já que já está me ajudando. Simplesmente não posso, Oliver. – cruzou os braços, encostada no batente da porta, não porque queria aparentar estar zangada, mas porque se ela não se encostasse em algo ela provavelmente estaria tropeçando naquele exato momento. Tropeçando nos braços do russo, diga-se de passagem. Audrey corou com o pensamento, respirando fundo e dando passagem para Oliver, que passara como um furacão, voltando depois de meio minuto com uma camisa branca em mãos, entregando-a para a ruiva.

Quando seus olhares se cruzaram, Audrey mordeu os lábios, tentada demais a fazer algo para agradecer a ele, de alguma forma, mas conteve-se, sorrindo para ele. – Ah, obrigada. Acho que serve. – comentou, humorada, pondo a blusa na frente do corpo para ver se caberia. Riu constrangida ao perceber que a camisa de Oliver mais parecia um vestido para ela. O que seria útil já que ela precisava esconder algumas coisas – como a lingerie provocante que estava usando, por exemplo. Negou com a cabeça, tentando desanuviar os pensamentos. – Na verdade, acho que cabem duas de mim aqui. – comentou, já na porta do banheiro.

Não esperou a resposta bem-humorada de Oliver, trancando-se no ambiente e respirando fundo, tentando manter a calma recém-adquirida. Respira, Audrey, implorou para si mesma, lembrando-se dos exercícios que aprendera no médico para situações nas quais estivesse sem a bombinha. Depois sorriu para si mesma, tirando o vestido com uma calma exagerada, não tendo certeza se podia ou não tomar banho. Sentia o suor impregnado nela, e se não tirasse a maquiagem logo ela teria que usar um demaquilador mais forte depois, além de acordar com remelas do tamanho do seu dedo mindinho – exagero, mas Audrey conseguia ser exagerada as vezes. Portanto, tomando o cuidado de não sujar muito o banheiro do baterista, Audrey tomou um banho rápido, só para tirar o suor do show. Não pensou em qual roupa íntima usaria depois de tomar banho, portanto, quando saiu do box Audrey sentiu que ia ter algum tipo de taquicardia. Com a toalha enrolada no corpo, já seco, pegou o vestido dobrado e as roupas íntimas.

Não sabia o que fazer naquela situação. Sentia-se mortificada de pedir a ajuda de Oliver para mais uma coisa, até porque não o pedira para tomar banho e porque iria acabar pedindo uma cueca emprestada do moreno. Suspirou, apoiando a testa na porta e tentando pensar. Seu tempo estava acabando e Audrey ainda não tinha chegado a uma conclusão boa o suficiente. Meu Deus, o que sua mãe diria? Negou com a cabeça, vestindo o sutiã e a camisa de Oliver, mas não podia sair assim.

Por fim abriu a porta minimamente, chamando com a voz um pouco miúda por Oliver, que viera rapidamente ao seu suporte. Quase riu com o próprio pensamento, mas se lembrou do porquê ela o chamara e corou. – Ahn, você me emprestaria uma... hmm, uma... – fechou os olhos, tentando tomar coragem pra terminar de fazer o pedido. – Uma cueca? – sentiu o rosto ficar quentíssimo e o escondeu com as mãos, em um ato infantil, mas Audrey não conseguia se controlar com aquele tipo de coisa. Nunca imaginou que estaria naquele tipo de situação. Nunca mesmo.

Por isso quando Oliver riu alto, ela só ficou mais vermelha ainda sem que quisesse. Sentiu o olhar do moreno sobre ela e aquilo só a deu uma maior dimensão de como devia estar sendo ridícula. Ele estava rindo da cara dela. E ela estava praticamente seminua na frente dele. Ah, Senhor, o que ela fizera de errado? Desviou o olhar e mordeu os lábios, acariciando um dos antebraços com a outra mão. – É sério... – deixou a voz morrer, sentindo-se a criatura mais humilhada do mundo.

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Re: You're Everything a Big Bad Wolf would want.

Mensagem por Oliver Fitzpatrick em Seg Dez 02, 2013 1:48 pm



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- Sério Audrey? – Disse ainda divertido, quem disse que ela não era engraçada? Estava até fazendo piadinhas... Coçou a cabeça e franziu a testa quando ela não pareceu rir junto do moreno, então ele percebeu que aquilo ali não era uma piada. – Oh, nossa... É serio mesmo. Me desculpe, ér... - Ok, ele nunca pensou que ia viver para ver Audrey pedindo uma calcinha, ou qualquer outra garota, nem sabia o que elas faziam pra se virar quando não tinham uma calcinha reserva, mas de volta a ruiva na sua frente, balançou a cabeça voltando a ficar sério. – Ah, sim... Claro, claro, cueca...Pra você. Espera só um minuto ruivinha.

Virou as costas, com um leve sorriso no rosto, entrou no quarto e selecionou uma cueca que servisse nela, não achou que nenhuma delas iria funcionar, ia ficar como um short folgado, ele não podia fazer nada se era grande, e ela não ajudava em nada sendo miudinha daquele jeito.

Voltou para a porta do banheiro, e bateu na porta semi aberta, onde ela colocou a cabeça ruiva pra fora, envergonhada. – Aqui... Não sei se é uma boa ideia, você não prefere dormir sem...Esquece, vista isso. – Olhou para o corredor e foi para a sala, arrumar seu aposento da noite. Ainda achava engraçada aquela situação, um pouco estranha também, mas ele estava gostando de todo aquele nervosismo de Audrey, era um tipo de coisa da qual ele poderia se acostumar.
Tamborilou o dedo no sofá, pensando em como conquistar aquela garotinha que o atraia de uma forma que mulher nenhuma fazia, suspirou, ele estava ferrado.

Ouviu um barulho agudo e viu que Audrey havia saído do banheiro, se virou e sorriu. A camisa estava até a metade se suas coxas, totalmente larga nela, podia ver um pedacinho da sua cueca vestida nela, quando percebeu que estava sendo observada, ficou ainda mais vermelha, Oliver se perguntou qual o máximo de vermelho que ela conseguia ficar, o russo limpou a garganta, tirando o rosto de idiota no rosto, negando com a cabeça quando ela se ofereceu para dormir no sofá.

- Relaxa, eu não me importo de dormir aqui. Você quer tomar alguma coisa? Eu tenho café... Água e ... Café. – Ergueu a sobrancelha ao lembrar que precisava reabastecer o estoque da dispensa essa semana, ou passaria fome.  Ela não aceitou, dizendo sobre os efeitos colaterais e insônia que a cafeína causava, provavelmente Oliver tinha algum defeito pois café fazia tudo, menos tirar seu sono, na verdade ele era um coffeeholic, mas isso não é nenhum surpresa.
Oliver tinha a mania de se viciar em tudo o que provava.  Tinha pena do que aconteceria se ele experimentasse pela primeira vez da ruiva a sua frente.

- Ah, que ótimo então. – Disse dando de ombros, com um sorriso de lado. – Acho que eu posso te dar boa noite então. – Ele agiu mais rápido do que seus pensamentos, mas não tão rápido quanto a língua de Audrey, que foi silenciada rapidamente pelos lábios de Oliver, que Deus o perdoe, mas ele não sabia mais o que fazer, e ele queria tanto fazer isso que era quase impossível raciocinar direito. Oliver não sabia pensar direito quando ele queria algo.

Não sentiu Audrey se mover, então ele abriu os olhos, para dar de encontro com os dela, arregalados. – Audrey? – Disse numa voz baixa, ouviu um murmúrio. – Você está bem? - Novamente um murmúrio, dessa vez mais coerente. Ele deveria parar agora, mas queria saber o que ela estava pensando naquele momento, se ela estava bem com a atitude dele. Franziu a testa. – Então, se eu te beijar de novo, você vai correr de mim? – Ouviu um outro murmurio escapar da sua boca, sorriu e aproximou seu rosto do dela novamente, só que dessa vez mais lento, primeiro sentiu os lábios dela nos seus, macios, beijou calmamente, apenas atiçando (só não sabia se era ela ou a si mesmo) para depois beija-la pra valer, dessa vez pode ter o privilegio de sentir que ela retribuía, timidamente, mas isso já era um passo e tanto para Oliver, passou a mão pelos seus cabelos soltos, aproveitando para sentir o máximo dela antes que ela saísse correndo dele, esperava que isso nunca acontecesse, mas ele meio que contava com isso, ou a situação não acabaria bem, e a aposta estaria ganha por ele.

Parou, se xingando um zilhão de vezes por ter feito isso, mas se ele não parasse ... Ele poderia nunca mais querer, e ele apostava que ela não estava de acordo com seus pensamentos obscuros e ideias que ele poderia muito bem usar na ruivinha.

Bem, o que seguiu a seguir não foi de se espantar, Audrey se virou, e correu até o quarto de Oliver,  batendo a porta, o russo forçou o maxilar, tentando pensar com seriedade, ou melhor, tentando não pensar. Soltou o ar e negou com a cabeça.
Foi dormir depois de duas xícaras de café forte, sem nunca tirar os olhos da porta, na espreita como um lobo na floresta, a espera de qualquer sinal de que sua  redhead ia aparecer. Não sabia como seria no outro dia, mas uma hora eles teriam que encarar um o outro, e Oliver não era assim tão impaciente quanto demonstrava.



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Re: You're Everything a Big Bad Wolf would want.

Mensagem por Oliver Fitzpatrick em Seg Dez 02, 2013 1:49 pm

RP ENCERRADA.

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Re: You're Everything a Big Bad Wolf would want.

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